sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ryuutama: Caravana Grandier - Diário 02

Olá pessoas!
Faz um tempinho que não postava aqui, né? Nestes meses de maio e junho eu diminui o ritmo na produção de conteúdo e passei a ajudar na organização de eventos aqui em Natal/RN (as Terças de RPG e o Calango Lúdico). Além disso, eu ando lendo alguns jogos (como o Open Legends – que vocês podem ler uma resenha aqui – e o Shadow of Demon Lord, cujo livro físico esperamos um dia que seja lançado pela Pensamento Coletivo), e jogando outros (atualmente estou em duas mesas não regulares: uma de Mass Effect usando uma adaptação bem interessante que pode ser encontrada aqui; e outra de Unity, um RPG financiado no ano passado e que está prometendo muito com seu cenário e regras épicas – caso queiram saber mais sobre o Unity, leia esta resenha). O único material que estou produzindo no momento é uma atualização da minha adaptação de Naruto para Savage Worlds, que vocês podem encontrar aqui no blog (primeira, segunda, terceira e quarta partes; já atualizadas para as novas regras), ou no Mundos Colidem. Este novo material de Naruto vem dando um trabalho significativo para ser feito, mas agora ele ficará ainda mais completo que antes. Aguardem novidades!

Entretanto, não vamos esquecer que também estou narrando uma campanha de Ryuutama para o meu grupo, chamada de Caravana Grandier. Eu já fiz duas postagens sobre ela, sendo uma Introdução, apresentando os aspectos gerais da campanha, e o primeiro diário do jogo, resumindo a sessão inicial e minhas impressões sobre o funcionamento das regras. A postagem de hoje trará o segundo diário, resumindo os eventos ocorridos na segunda e terceira sessão de jogo, e as minhas impressões sobre o sistema ao longo delas.

Índice da Aventura: Introdução; Diário 01.

Os Aventureiros
Ramza, personagem de Thalyson.
O texto a seguir servirá para lembrar quem são as personagens do jogo. Caso você tenha lido há pouco tempo o primeiro diário, pode pular esta parte. O nome em negrito refere-se ao da personagem e o entre parênteses ao do jogador. As palavras em itálico e juntas são a classe e o tipo (Class e Type) da personagem. As palavras em itálico ao longo da descrição são os itens pessoais de cada personagem:
  • Sho (Aldo): nobre + mago; descendente de uma família de nobres desconhecida, ele foi criado pelo avô na pacífica vila de Palm. Ele leva consigo o exemplar de uma Escama Dourada, a qual ele acredita que possa estar relacionada com a morte misteriosa de seu pai.
  • Adol Christin (Joka): curandeiro + mago; filho único do casal de curandeiros da vila de Palm, ele foi criado para herdar o dever dos pais, tendo aprendido bem o ofício. Porém, tudo mudou quando sua mãe adquiriu uma doença misteriosa, onde ele decidiu sair numa jornada em busca de uma erva rara que poderá curá-la, levando consigo o velho exemplar do Livro de Ervas Raras da Vovó Cera-do-Tempo do seu pai.
  • D. Joestar (Leish): caçador + atacante; filho de uma aventureira e pirata aposentada, e agora uma das maiores comerciantes da cidade de Palm, ele aprendeu desde cedo a como se virar e caçar a fim de seguir os passos do pai que desapareceu numa jornada, tendo deixado para trás apenas o seu Diário de Aventuras.
  • Ramza Beoulve (Thalyson): nobre + atacante; terceiro filho de quatro de uma das mais respeitadas, mas agora decadente, famílias do reino, ele deseja provar para o seu pai o seu valor como filho e potencial herdeiro da sua linhagem, principalmente após seus dois irmãos mais velhos terem abandonado a família. Tem sempre consigo seu valioso Pingente, onde ele guarda uma gravura da sua falecida mãe.
Segue um breve resumo do que aconteceu até o momento: as personagens iniciaram sua aventura seguindo em direção a cidade de Campina, à leste. No caminho, elas encontraram ruínas de uma antiga cidade e uma passagem secreta, onde acharam resquícios de uma civilização desconhecida. Ao retirarem uma pedra estranha de um altar, ela as revelou o pedido de socorro de uma bela e misteriosa mulher de orelhas pontudas, que se apresentou como Azure. As personagens então foram atacadas por formigas gigantes e seguiram viagem.

Abaixo seguem os relatos da segunda e terceira sessão, ainda dentro do arco inicial da campanha.

ARCO INICIAL
Estranhos no Formigueiro (2ª Sessão)
Jess, fazendeira de Campina.
No dia seguinte à exploração das ruínas, o grupo levantou acampamento e seguiu até a próxima cidade: Campina. A viagem durou quase um dia inteiro, onde as personagens chegaram sem maiores problemas. A cidade é bem maior que a vila de Palm aonde viviam, sendo toda pavimentada e cercada por uma muralha com quatro portões (um para cada direção cardeal). Uma vez lá, elas se encontraram com seu companheiro de viagem, Ramza, que havia seguido na frente para resolver alguns assuntos particulares. Após terem um jantar delicioso na estalagem Dragão Caolho, elas foram descansar.
O Ryuutama traz na parte dos Equipamentos os custos de serviços para diversos estilos de vida. Além do fator social e do status envolvido, consumir alimentos mais caros e com boas características (como deliciosos, por exemplo), e dormir em bons locais (como hospedarias luxuosas), geram bônus no teste de Condição de cada personagem no dia seguinte. A Condição é um status que define quão bem e saudável a personagem está naquele dia, além de representar a sua defesa mágica. Ter uma Condição baixa torna a personagem vulnerável a status ruins e magias, enquanto que um valor bom pode até melhorar um dos seus Atributos naquele dia, aumentando o seu tipo de dado em um tipo (d4 se tornar d6, por exemplo). Esta é uma regra muito interessante, e pode influenciar na estratégia do próprio grupo para enfrentar desafios.
No dia seguinte, após acordarem bem-dispostas, elas foram até a placa de requerimentos de serviços da Praça Central a fim de conseguir um trabalho e aumentar os seus recursos, deixando Joe na cidade a fim de vender e comprar alguns itens e conseguir um novo local para descansar (pois a estalagem aonde Ramza estava era muito cara).
O Ryuutama descreve que é comum aventureiros aceitarem trabalhos ao longo da sua jornada para aumentar seus recursos, seguindo um modelo similar ao de missões (quests) de games. Os tipos de trabalho devem estar associados ao Ryuujin escolhido para a campanha, podendo envolver elementos de exploração (investigação, procurar ou transportar algo; Ryuujin Verde) e/ou combate (caçar monstros, patrulhar regiões e atuar como guarda-costas; Ryuujin Vermelho), envolvendo situações de interação sociais boas (Ryuujin Azul) e/ou ruins (Ryuujin Preto).
Uma breve observação: na sessão passada, o jogador de Ramza teve que sair mais cedo, tendo apenas criado o seu personagem e não ficando para a primeira sessão. Como solução, eu fiz seu personagem já está no destino do grupo, aguardando os demais. Já nesta sessão, o jogador de Joe não pôde vir, então eu o fiz ficar na cidade para organizar algumas coisas importantes para o grupo. Tentar usar ausências como fator narrativo é algo necessário as vezes, por isso fica aqui as dicas do que fiz para qualquer jogo que você fizer.
Entre os trabalhos disponíveis, o grupo escolheu o de caçar um monstro que estava causando problemas numa fazenda próxima. As personagens então seguiram para a Fazenda Estrela do Alvorecer e conheceram os fazendeiros Jess e Joel, que estavam tendo problemas com criaturas selvagens atacando os seus filoliais (aves semelhantes a avestruzes e que adoram puxar carroças; leia Tate no Yuusha no Nariagari para saber de onde eu me inspirei). Ao investigar, elas descobriram rastros que seguiam até um pequeno bosque mais ao norte da fazenda, onde foram atacadas por seis formigas gigantes semelhantes às que haviam enfrentado no dia anterior, derrotando-as sem problemas. Rastreando a origem delas, o grupo encontrou uma gruta com uma passagem oculta, chegando a um formigueiro ameaçador e onde enfrentaram e derrotaram, numa batalha mortal, a rainha das formigas e seus soldados.
O combate foi, de fato, mortal. Sim, uma das personagens “morreu” na luta. A ideia era testar o limite do sistema de combate, seguindo as regras descritas no capítulo do Outono (capítulo do livro dedicado ao narrador), e creio que tenha dado certo. Porém, a personagem “morta” não morreu de fato, pois o Ryuujin Vermelho possui um Bénédiction chamado “O Conto do Herói” que faz com que o grupo recupere todo o PV perdido quando um membro morre, inclusive o membro que tenha morrido, permanecendo vivo (a reação do grupo foi de espanto quando a personagem morreu e de êxtase quando o Ryuujin usou seu poder, elevando não apenas a moral das personagens com dos seus jogadores).
Após isso, eles retornaram à fazenda com a missão cumprida, receberam seu pagamento e ficaram para jantar e descansar, como uma forma de agradecimento dos fazendeiros pela ajuda prestada.

Ladrões na Cidade (3ª Sessão)
Klaus, o "carniceiro".
Após despertarem, o grupo retornou à cidade acompanhados da fazendeira Jess, que tinha alguns assuntos a resolver. No caminho, porém, as personagens se encontraram com Joe e foram atacados por bandidos na estrada. Após uma breve luta, elas derrotaram os bandidos e os levaram para a delegacia de Campina, aonde o experiente capitão da guarda, Gray Stronof, solicitou o apoio delas para lidar com os bandidos crescentes da cidade, encontrando e capturando seu líder, Klaus. Ele explicou que, devido à guerra entre os dois príncipes do reino, muitos soldados haviam sido deslocados para a capital, deixando as ruas de Campina desprotegidas. Ele era o único soldado realmente experiente na cidade, o que incentivou o aumento das atividades criminosas. Além disso, ele alertou as personagens para o fato de Klaus ser um homicida, e que elas deveriam ter muito cuidado ao lidar com ele. O grupo então resolveu tirar o resto do dia de folga, resolvendo atividades comerciais e se preparando para o trabalho, ficando no alojamento da guarda para descansar (com a autorização do capitão).

No dia seguinte, as personagens iniciaram as buscas, obtendo informações diretamente com mendigos e duas crianças que flagraram roubando, questionando-os sobre as atividades dos bandidos na cidade. Eles apontaram o local onde os bandidos de Klaus geralmente circulavam, levando o grupo até as ruas mais próximas das muralhas, conhecidas por abrigar a ralé e os marginais da cidade. Lá, elas foram atacadas novamente por bandidos, mas rapidamente mataram o líder do bando. Continuando o seu caminho, o grupo acabou por encontrar um dos esconderijos de Klaus. Arrogante, o bandido dispensou a maior parte de seus comparsas e enfrentou o grupo de peito aberto, mas logo foi derrotado e levado à cadeia, o que acabou sendo um pouco fácil demais.

E nossa aventura hoje termina por aqui. Nos vemos no próximo episódio!
Até and Bye...

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